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Existem alimentos que engordam? Nossa resposta pode te surpreender!

Não! Pronto. Spoiler na primeira linha do texto. Não existem alimentos que engordam, porque nenhum deles, isoladamente, é capaz de causar ganho de peso em uma pessoa. E nós explicamos o motivo.

alimentos que engordam


“Terrorismo nutricional” 

Antes de falar do “terrorismo nutricional”, vamos apenas lembrar algo importante sobre padrões estéticos. A sociedade tenta impor às pessoas uma forma de ser e estar no mundo. Por isso, estabelece padrões. No aspecto estético, eles atingem a todos, independentemente de gênero, mas com mais força as mulheres. Isso significa ter um corpo magro a qualquer custo. Sem celulites, estrias, barriguinha, rugas, marcas. Liso e magro.

Dentro desse contexto, compramos a ideia do emagrecimento como meta a qualquer custo. E foi exatamente aí que passamos a olhar para os alimentos de forma simples: bom ou ruim, emagrece ou engorda. É o início do terrorismo nutricional.

Mas basta conhecer um pouco sobre a ciência da nutrição para perceber que não existem alimentos que engordam ou emagrecem por si só. Assim como nenhum alimento faz desaparecer sua celulite.

Sabe quando alguém te pergunta se você come bem? Você responde que sim, e logo em seguida coloca um “mas”, porque às vezes pisa na jaca ou come um chocolate. Cá entre nós, qual o problema de comer um doce de vez em quando?

Se você não tem nenhum problema quanto a certo alimento, esse pensamento é fruto do terrorismo nutricional que está entre nós. E isso nos provoca enorme ansiedade, um pensamento sobre o que comer a todo instante. O prazer na alimentação fica em último plano.

Na visão de Gyorgy Scrinis, pesquisador australiano, estamos diante do “nutricionismo”, o excesso de ciência que reduz os alimentos a nutrientes. Comer macarrão ou pão é comer carboidratos. Abacate é gordura boa. Cenoura é betacaroteno. E é por isso que a gente se faz a pergunta sobre alimentos que engordam.

 

Moderação é a palavra (ou balanço energético)

Para combater esse terrorismo, precisamos tratar a demonização dos alimentos, que começou com a gordura há uns 40 anos. Em seguida, veio carboidrato, açúcar e, glúten, lactose e frutose.

O ovo faz bem e faz mal ao mesmo tempo, porque as pesquisas científicas são diversas e com inúmeras abordagens. Estamos em uma sinuca de bico, incapazes de entender o que realmente faz mal. As informações mudam a todo o momento e se conflitam. O que fazer então?

Isso tudo depende do seu metabolismo, do seu estilo de vida e dos seus objetivos.

De qualquer jeito, a ciência sempre sugere moderação. Muitas interpretações das pesquisas procuram o sensacionalismo. De fato, o excesso de açúcar constante pode aumentar o risco de diabetes. E isso se transforma facilmente em “açúcar provoca diabetes”.

Certamente, pessoas com doença celíaca precisam evitar o glúten. Pessoas com problemas com lactose precisam evitar laticínios. Mas eu (e talvez você aí do outro lado) não têm qualquer problema em comer aquele pãozinho francês (cacetinho, pão de sal, como quiser) no café. E seria uma maldade tirá-lo só pelo terrorismo, porque ele é gostoso demais.

“Ah, mas pão é um dos alimentos que engordam”. Não é. Tudo depende da moderação e do balanço energético. Principalmente se você faz atividades físicas e busca o ganho de massa muscular, o pãozinho é até recomendado.

E, claro, ingerir calorias de qualidade, com uma alimentação equilibrada. Regime não faz bem.

Cortar totalmente os ditos “alimentos que engordam” é um pecado. Restrições rígidas geram compulsões, tenha cuidado. Pense sempre no equilíbrio. Um chocolate aqui, um hambúrguer ali. Só calor no coração e felicidade.

Não existem alimentos que engordam

Não existem alimentos que engordam. Repitam comigo mais uma vez: não existem alimentos que engordam. E vamos aos “tapas na cara”, começando pelo Dr. Marcio Mancini, endocrinologista e responsável pelo Grupo de Obesidade e Síndrome Metabólica do Hospital das Clínicas da USP.

Para Mancini, é mais fácil culpar certos alimentos por problemas de saúde, “no entanto, a doença é uma complicação multifatorial que depende muito mais de fatores genéticos do que da alimentação. Há muitos obesos que não consomem açúcar”, por exemplo.

O médico cita que há muitos mitos sobre alimentação saudável e certos ingredientes, e ele alerta: “muita gente perdeu o contato com o ato de comer, pois vigora um olhar ‘funcional’ que desumaniza a comida e enxerga os alimentos somente como fonte de nutrientes. A alimentação é muito mais que isso”.

Mais uma vez, o segredo está na moderação. Tudo em excesso faz mal, e privações trazem prejuízos. Sem os carboidratos, por exemplo, ficamos mais cansados, porque são nossa principal fonte de energia (glicose). A restrição no consumo de gorduras interfere na reserva energética, fundamental para proteger o corpo de alterações de temperatura.

Então quer dizer que dá para colocar uma cervejinha com batata frita na dieta? Dá! Do outro lado, você coloca um shot matinal desintoxicante e um almoço cheio de verduras, legumes e outros alimentos leves.

É preciso resgatar o prazer de comer e não sentir culpa.

Sem culpa ao comer

Você já ouviu falar em Sophie Deram? A nutricionista franco-brasileira é autora do best-seller “O Peso das Dietas”, pesquisadora e doutora pela Faculdade de Medicina da USP no departamento de endocrinologia. E ela aborda muito o terrorismo nutricional que afirma que existem alimentos que engordam. Para ela, esse terrorismo torna o ato de comer algo potencialmente perigoso.

Por isso, nos traz uma reflexão fundamental:“Quando você só foca nos nutrientes e nas calorias, esquece de escutar seu corpo Você não responde mais à fome e à saciedade, mas às regras impostas e ao seu lado racional. Você pensa demais e deixa de sentir. Comer se torna algo estressante. Você vive na ansiedade de nunca conseguir seguir as regras ‘certas’ e sente culpa na hora de comer”.

culpa, meus amigos e minhas amigas, não é uma emoção produtiva. É algo péssimo para nossa saúde mental, social e física. Você deixa de ir ao rolê com os amigos para não comer batata frita. Que tristeza, não é? A não ser que você seja um atleta que precisa bater uma meta, porque está se preparando para uma competição importante, é triste sim.

Por isso, não tenha culpa ao comer. Não existem alimentos que engordam, existe moderação e equilíbrio. Atividade física, alimentação equilibrada, um bom drink, a pizza em família, sua saúde, nossa felicidade. =)

 

Faça as pazes com a comida e com seu corpo. Se quiser seguir os padrões sociais, tudo bem. Se eles te fazem mal, opte por você, sempre. Reconecte-se com seu corpo, escute seus desejos e sensações de fome e saciedade, coma sem culpa, mas com equilíbrio, sempre.

Mais uma vez, para você não esquecer: não existem alimentos que engordam.

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